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Ideias práticas sobre como organizar uma Igreja – Parte 1

junho 19, 2017

John e Teresa Grosboll

Durante todo o seu ministério, Paulo, o grande evangelista do Novo Testamento, foi muito cuidadoso em estabelecer uma organização apropriada nas igrejas que estabelecia. De facto, Paulo acreditava que a organização era tão importante, que apenas um curto espaço de tempo depois de ter sido apedrejado em Listra, regressou para organizar as igrejas. Viu que a ordem evangélica (que incluía a nomeação de anciãos e de diáconos) era um “facto no crescimento espiritual dos novos convertidos” Atos dos Apóstolos, pág. 185. Esta era uma salvaguarda contra o erro e o fanatismo, e promovia a unidade entre os crentes. Num lugar após outro, Paulo instruiu diligentemente as igrejas e ajudou-as no estabelecimento da ordem apropriada.

Ellen White disse que em Licaónia e na Pisídia, “onde houvesse crentes. Eram indicados oficiais para cada igreja, e ordem e sistema próprios eram estabelecidos para que se conduzissem todas as atividades pertinentes ao bem-estar espiritual dos crentes.” Idem, pág. 185.

A inspiração mostra-nos que a nomeação dos anciãos e dos diáconos eram uma parte integral – um elemento fundamental – da ordem evangélica que Paulo estabeleceu nas suas igrejas.

A Seleção e a Ordenação dos Líderes

Ordenar a um ancião ou a um diácono, significa simplesmente nomear a pessoa para um cargo de autoridade e liderança na igreja de Deus. Através da ordenação, os membros da igreja reconhecem a espiritualidade de uma pessoa e a sua habilidade para servir à igreja numa capacidade de liderança. Na seleção de diáconos, no tempo da igreja primitiva, os apóstolos instruíram a igreja a que encontrasse “’sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio….’ Este conselho foi seguido e, pela oração e imposição das mãos, sete varões escolhidos foram solenemente separados para os seus deveres como diáconos.” Atos dos Apóstolos, pág. 89.

Não nos é dito exatamente como funcionava o processo da seleção. Atualmente, nalgumas igrejas pequenas, todos os membros estão envolvidos diretamente na eleição dos oficiais. Noutras igrejas, os membros escolhem um grupo entre eles, chamado comissão de nomeações. Esta comissão seleciona, considera e ora sobre as diversas possibilidades de candidatos. Quando termina o seu labor, recomenda a toda a igreja a lista de candidatos. Então, a igreja vota para aceitar ou rejeitar as recomendações da comissão.

Para as igrejas novas e pequenas, é nos dado este conselho prático com respeito à eleição de um líder para elas: “Para os pequenos grupos que abraçam a verdade, importa fazer arranjos que garantam a prosperidade da igreja. Poder-se-á nomear uma pessoa para dirigi-lo durante uma semana ou um mês, depois outra por algumas semanas, e assim diversas pessoas poderão sucessivamente ser experimentadas para depois se proceder a uma escolha judiciosa por voto da igreja da que se provar mais apta, para assumir as funções de dirigente; nunca, porém, por mais tempo do que um ano. Poderá então ser eleita outra ou a mesma pessoa poderá ser reeleita, caso o seu serviço se tenha provado uma bênção para a igreja.

O mesmo princípio cumpre seguir na escolha de pessoas para outros cargos de responsabilidade, como os das associações. Homens não experimentados não devem ser eleitos presidentes de associações. Muitos agem sem discernimento em negócio importante como este que implica interesses eternos.” Testemunhos Selectos, págs. 262, 263.

Leia, por favor, a lista de qualificações para os anciãos e diáconos, com a leitura das seguintes declarações inspiradas:

A Família
“Cumpre tomar em consideração a família daquele que foi sugerido para exercer algum cargo na igreja. Está ela sujeita? Governa o homem a sua própria casa com honra? Qual é o caráter dos seus filhos? Farão eles honra à influência do pai? Se este não revelar tanto, sabedoria e virtude no governo da sua própria família, é justo concluir que os mesmos defeitos da sua parte se hão de fazer sentir também na igreja, verificando-se aí o mesmo governo incapaz.” Idem, pág. 261.

Não Imponhais com ligeireza as Mãos Sobre Ninguém

“É muito melhor provar o homem antes de receber um cargo do que depois; é preferível orar e tomar conselho antes da sua investidura a esforçar-se depois para reparar um ato imprudente.” Idem, pág. 261.

O Primeiro Ancião e os Diáconos

Na História da Redenção, encontramos que Estevão foi escolhido para estar à cabeça dos sete diáconos. Ele havia de os dirigir. Considerou-se que ele era o mais qualificado, pelas suas habilidades que transcendiam os costumes de uma só cultura, perante a tensão que existia entre os judeus e os gregos.

Bênçãos que Resultam da Nomeação de Oficiais e do Estabelecimento da Ordem da Igreja

Temos visto que o estabelecimento da ordem da igreja:
Capacita as igrejas para proclamar com êxito as mensagens dos três anjos.
Protege-as do fanatismo.
É um fator importante no crescimento espiritual dos membros.
Serve para unir a todos os que creem em Cristo num só corpo (Atos dos Apóstolos, págs. 88-89).

Habilita os ministros e anciãos a trabalharem mais eficientemente.
Aumenta o número de crentes.

Aumenta a fortaleza dos crentes (História da Redenção, págs. 260-267; Atos 6:7).

A nomeação de oficiais de igreja e do estabelecimento da ordem eclesiástica não somente nos ajudará a proclamar a mensagem, mas também, e de acordo com a inspiração, devemos ter ordem para ter êxito na pregação da mensagem: “Vi que devia haver ordem na igreja de Deus, e que é necessário um sistema para levar adiante com êxito a última grande mensagem de misericórdia ao mundo.” Testimonies, vol. 1, pág. 211.

A muitos adventistas do sétimo dia tem-lhes sido dito que não devem conduzir esforços evangelísticos. Porquê? Porque não estão ligados com a associação. Deveriam então esses fiéis adventistas deixar de levar a mensagem do terceiro anjo ao mundo só porque não estão ligados com a associação? Não, deveriam fazer tudo o que puderem para disseminá-lo. “Importa antes obedecer a Deus que aos homens.” Atos 5:29. Não podemos obedecer a nenhum homem que ocupe qualquer cargo, quando ele ou ela nos diga que não evangelizemos. A comissão evangélica de Mateus 28 permanece válida. E para cumprir efetivamente com essa comissão, devemos organizar igrejas.

Uma ordem eclesiástica apropriada ajudará também a deter o avança do fanatismo generalizado que existe actualmente, e promoverá a unidade entre os irmãos. A organização apropriada capacita também os ministros e anciãos a concentrar a sua atenção no bem estar espiritual da igreja. No Novo Testamento (Atos 6), a igreja nomeou diáconos para supervisionar os assuntos da igreja e ajudar os apóstolos na liderança espiritual. Como resultado de dividir o labor, (da nomeação de diáconos) o número e a fortaleza dos crentes aumentou.

Resultados de Não Seguir o Conselho de Deus

Se o conselho de Deus não é seguido, qual será o resultado?

Satanás tirará benefício.
O discernimento espiritual dos ministros diminuirá.
“Aqueles a quem Deus chamou para ministrar em palavra e doutrina devem ter tempo para meditação, oração, e estudo das Escrituras. O seu claro discernimento espiritual é diminuído ao entrarem em mínimos detalhes de negócios e no trato com os vários temperamentos das pessoas que se reúnem em qualidade de igreja.” História da Redenção, pág. 261.

Razões Para a Falta de Organização Atualmente

Parecem haver muitos grupos de adventistas do sétimo dia que creem nos pilares históricos da nossa fé (incluindo o Espírito de Profecia), e reúnem-se a cada sábado, mas não reconhecem a importância da “organização apropriada”. Existem provavelmente muitas razões para a falta de organização. Alguns exemplos incluem:

Teríamos que começar uma “nova organização”.

    A crença de que isto é desnecessário.

    A falta de conhecimento acerca do conselho inspirado.

    O desejo de evitar conflitos com as igrejas locais.

Àqueles que sentem receio de se organizarem por medo de estarem a começar uma nova organização, diremos o seguinte: A igreja é a “coluna e esteio da verdade”. (1 Tim. 3:15). Aferrar-se ao erro conscientemente é abandonar a igreja de Deus. Se você abandonou uma igreja da “estrutura” porque ali se está a pregar o erro, não pense que está a abandonar a verdadeira igreja e a começar uma nova organização.

Amigos, a única maneira de evitar o começo de uma “nova organização” é adaptando a ordem da igreja do Novo Testamento. Um exame sincero ao conselho inspirado, revela que os adventistas do sétimo dia, dentro e fora da associação, não estão a seguir as instruções do Senhor no que se refere à organização da igreja. As associações com as quais estamos familiarizados não estão a seguir o conselho de Deus com respeito à organização eclesiástica. Já iniciaram uma nova forma de organização e não estão a seguir as instruções tão claramente especificadas na Bíblia e no Espírito de Profecia. Tampouco o estão a fazer a maioria dos adventistas históricos.

Já é tempo de que, além de seguir o conselho acerca da reforma da saúde, da reforma no vestuário e na formação de um caráter semelhante ao de Cristo, sigamos também o conselho respeitante à organização eclesiástica dos dias do Novo Testamento.

Lamentamo-nos por causa do desvio do professo povo de Deus em seguir o Seu conselho. E é correto que o façamos. Quando uma pessoa ama a obra de Deus, afligir-se-á, tal como o apóstolo Paulo, pela dor que temos ocasionado ao coração de Deus e pela reprovação que temos trazido ao Seu nome. “A posição que os judeus, como povo professo de Deus, ocupavam perante um mundo incrédulo, causava ao apóstolo intensa angústia de espírito.” Cactos dos Apóstolos, pág. 412. Mas façamos algo mais do que entristecer-nos.

Asseguremo-nos de que como o apóstolo Paulo, estejamos de forma individual a fazer tudo o que possamos para promover a harmonia com o plano divino de ordem e organização entre o povo de Deus.

Os Diáconos

Tanto na Bíblia como no Espírito de Profecia foram-nos dados conselhos acerca do caráter e das qualificações dos diáconos. Acerca dos sete diáconos na igreja primitiva é nos dito: “Estes oficiais tomaram em cuidadosa consideração as necessidades individuais, bem como os interesses financeiros gerais da igreja; e, pela sua gestão acautelada e o seu piedoso exemplo, foram, para os seus colegas, um auxílio importante em conjugar os vários interesses da igreja num todo unido.” Atos dos Apóstolos, pág. 89.

Algo interessante é que Ellen White não limita a responsabilidade de atender aos assuntos da igreja aos homens. Ela disse que também as senhoras podem ajudar neste aspecto:

“Existe um amplo campo em que as nossas irmãs pode efetuar um bom serviço para o Mestre nos diversos ramos da obra ligados com a sua causa. Através da obra missionária, podem alcançar uma classe à qual não podem chegar os nossos ministros…. Há trabalho descuidado ou efetuado de maneira imperfeita que poderia ser bem realizada mediante a ajuda que podem oferecer as nossas irmãs…. Muitas coisas ligadas com diversas igrejas são deixadas por fazer, as quais as senhoras, se forem apropriadamente instruídas, poderiam efetuar. As nossas irmãs poderiam servir como secretárias de igreja, e assuntos da mesma não seriam tão penosamente descuidados. Existem muitos outros cargos ligados com a causa de Deus para os quais as nossas irmãs estão melhor qualificadas do que os nossos irmãos, e nos quais elas poderiam efetuar um serviço eficiente.” Welfare Ministry, pág. 147. Isso deveria ser boas notícias para as igrejas pequenas porque significa que a quantidade de obreiros é maior do que se cria no princípio.

Os Ministros e os Anciãos

Os deveres dos anciãos envolvem muito mais que apenas pregar um sermão.
“Os que ocupam a posição de sub pastores devem exercer atento cuidado sobre o rebanho do Senhor. Isto não quer dizer vigilância ditatorial, mas que propensa a encorajar, fortalecer e a levantar. Ministrar significa mais que pregar sermões; significa trabalho zeloso e pessoal.” Atos dos Apóstolos, pág. 526.

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